quinta-feira, 26 de maio de 2011

Auriculoterapia

Boa noite internautas! Finalmente criei disposição para postar sobre outro assunto interessante em meu blog.
No tópico de hoje discutirei sobre auriculoterapia, que nada mais é do que os fundamentos da acupuntura aplicados no pavilhão auricular.
Estudos já comprovaram que o pavilhão auricular possui relação fisiológica com todo o organismo, sendo considerado um “micro-sistema” assim como os pés (podologia), as mãos, a língua e os olhos. Desta forma, entende-se que a estimulação de pontos reflexos localizados na orelha terá uma reação terapêutica em alguma estrutura do organismo, uma vez que o pavilhão auricular possui rica inervação provinda principalmente do plexo cervical e nevos cranianos.
Existem relatos que esta técnica tem origem na medicina tradicional chinesa (MTD) a mais de 4000 anos atrás, porém até a década de 50 não havia qualquer publicação oriental do mapa de somatotopia auricular que é usado presentemente na China. Médicos europeus atribuem aos quadros chineses de auriculoterapia atuais, como uma descoberta originada na França com o trabalho desenvolvido pelo Dr. Paul Nogier.
Indicações: Processos inflamatórios, dores crônicas, alergias, processos degenerativos, enxaqueca, disfunção digestiva, hormonal e respiratória, hipo e hipertensão, depressão, ansiedade, alcoolismo, tabagismo, dentre outras dependências químicas etc...
                O diagnóstico auricular é realizado através da inspeção e palpação de pontos específicos da orelha. Caso haja desarmonia de algum órgão ou estrutura do corpo humano é possível identificá-la avaliando o pavilhão auricular, o qual pode apresentar “marcas” que indicam o local afetado, além de hipersensibilidade dessas regiões que podem ser identificadas por meio da palpação. Estas marcas podem ser as mais diversas: Pontos com a coloração alterada; dilatações de vasos; pontos de escamação, etc..
 A auriculoterapia trabalha buscando o equilíbrio energético do organismo. Além disso, os estímulos provocados nessas regiões específicas são captados pelo sistema nervoso central (SNC), estimulando a liberação endorfinas e outros neurotransmissores no complexo supressor da dor.
Nesta técnica trabalha-se com agulhas específicas para acupuntura auricular (semi-permanentes), sementes de mostarda e esferas (ouro, prata e cristal). Mas como escolher qual usar? A resposta para essa pergunta dependerá do objetivo do tratamento, sendo que a medicina chinesa preconiza o equilíbrio energético do indivíduo.
Equilíbrio: Agulhas semi-permanentes, sementes de mostarda e esferas de cristal.
Sedação: Esferas de prata.
Tonificação: Esferas de ouro.


Obs: Em um processo agudo a atividade energética do corpo poderá estar exacerbada, neste caso é aconselhado realizar a sedação do ponto. Em um processo crônico o contrário também acontece. Porém cada caso deve ser minuciosamente avaliado para se definir qual a melhor conduta a ser adotada.
Shenmen (Portão Divino): Trata-se de um dos pontos mais importante no tratamento. Possui ação analgésica, antialérgica, antiinflamatório, regula pressão arterial, contribui com o controle da irritabilidade, nervosismo, ansiedade, além de atuar em todo sistema digestivo e circulatório.
Também é importante frisar que a localização dos pontos no pavilhão auricular pode variar entre a prancha chinesa e francesa. Desconheço de estudos que comprovem qual prancha é a mais eficaz. A escolha do ponto ideal depende do organismo de cada indivíduo e em qual ponto ele apresenta maior manifestação sintomática, portanto, aconselho a não se limitar ao uso de apenas uma das pranchas e sim as duas. Os efeitos também podem ser variáveis (imediato ou em longo prazo).
Bom pessoal, espero que tenham gostado da postagem, quando puder pretendo postar novamente sobre este tema, porém abordando outros tópicos interessantes. A página ai fica aberta a comentários. Até a próxima...Rafael Rossi



segunda-feira, 2 de maio de 2011

TENS..

Bom, no post de hoje comentarei sobre um dos instrumentos mais utilizados como recurso analgésico dentro da eletroterapia. Refiro-me ao famoso Transcutaneous eletrical nerve stimulation (Estimulação elétrica nervosa transcutânea), ou simplesmente TENS.
O TENS nada mais é do que um aparelho com eletrodos que são acoplados na região afetada do indivíduo para transmissão de estímulos elétricos, que são conduzidos por vias de grosso calibre até o sistema nervoso central (SNC), onde terá ação analgésica. A ação do TENS é puramente sintomática, não devendo ser utilizado como único recurso em um tratamento, uma vez que a causa do processo álgico (doloroso) não está sendo resolvida.
Outro cuidado quanto ao uso do TENS é em relação à sensação de “cura” que o paciente pode apresentar pelo fato de não sentir mais dor. É comum que o paciente, ou até mesmo o terapeuta, inadvertidamente acabe realizando algum esforço ou movimento inadequado podendo agravar a lesão existente.  
O uso do TENS fundamenta-se em duas teorias, são elas: A teoria das comportas e a teoria dos opióides.
TEORIA DAS COMPORTAS- Nesta, os estímulos elétricos percorrem até o SNC por vias de grosso calibre (tipo A), conseqüentemente chegando ao corno posterior da medula primeiro que os estímulos dolorosos, que caminham por vias de menor calibre (tipo C). Ao chegar à medula os estímulos elétricos despolarizam a substância gelatinosa de Holando, fechando as comportas da dor e impedindo que os estímulos dolorosos cheguem ao tálamo. Para isso utilizam-se como parâmetros no TENS convencional (contínuo): Freqüência alta – acima de 100hz normalmente. Largura de pulso baixa (inferior a 60µs), intensidade baixa (formigamento). Esta aplicação é indicada principalmente para analgesia em processos dolorosos agudos.
TEORIA DOS OPIÓIDES- As dores crônicas comumente são acompanhadas de hipoatividade do sistema de endorfinas do indivíduo, ou elevação do consumo das endorfinas produzidas. O TENS é capaz de levar estímulos ao sistema nervoso central para que o mesmo libere substâncias endógenas que atuam promovendo a analgesia. Para isso, de acordo Sjoulund e Eriksson, utiliza-se o modo BURST com uma freqüência de 100hz modulada a 2-5hz. Algumas literaturas referem 8hz como uma freqüência ideal para analgesia, neste caso com o TENS no modo convencional. A largura de pulso deve ser elevada, normalmente entre 200-350µs. A intensidade dever ser elevada proporcionalmente a largura de pulso, também permanecendo alta, podendo causar um ligeiro desconforto no paciente. OBS: Para evitar a acomodação sensitiva recomenda-se elevar a intensidade periodicamente ou utilizar o modo de variação de intensidade e freqüência (VIF) ativado.
O posicionamento dos eletrodos depende do tipo da lesão, sendo que a região dolorosa normalmente deve se encontrar entre os eletrodos. O tempo de aplicação também é variável, não devendo ser inferior a 20 minutos.
Bom pessoal, o básico é isso ai, é claro que para um uso efetivo deste aparelho requere-se muito estudo e prática, mas espero ter ajudado com as informações aqui postadas. Qualquer dúvida, sugestão, colocação ou crítica fiquem a vontade para comentar. Até mais... By: Rafael Rossi