segunda-feira, 2 de maio de 2011

TENS..

Bom, no post de hoje comentarei sobre um dos instrumentos mais utilizados como recurso analgésico dentro da eletroterapia. Refiro-me ao famoso Transcutaneous eletrical nerve stimulation (Estimulação elétrica nervosa transcutânea), ou simplesmente TENS.
O TENS nada mais é do que um aparelho com eletrodos que são acoplados na região afetada do indivíduo para transmissão de estímulos elétricos, que são conduzidos por vias de grosso calibre até o sistema nervoso central (SNC), onde terá ação analgésica. A ação do TENS é puramente sintomática, não devendo ser utilizado como único recurso em um tratamento, uma vez que a causa do processo álgico (doloroso) não está sendo resolvida.
Outro cuidado quanto ao uso do TENS é em relação à sensação de “cura” que o paciente pode apresentar pelo fato de não sentir mais dor. É comum que o paciente, ou até mesmo o terapeuta, inadvertidamente acabe realizando algum esforço ou movimento inadequado podendo agravar a lesão existente.  
O uso do TENS fundamenta-se em duas teorias, são elas: A teoria das comportas e a teoria dos opióides.
TEORIA DAS COMPORTAS- Nesta, os estímulos elétricos percorrem até o SNC por vias de grosso calibre (tipo A), conseqüentemente chegando ao corno posterior da medula primeiro que os estímulos dolorosos, que caminham por vias de menor calibre (tipo C). Ao chegar à medula os estímulos elétricos despolarizam a substância gelatinosa de Holando, fechando as comportas da dor e impedindo que os estímulos dolorosos cheguem ao tálamo. Para isso utilizam-se como parâmetros no TENS convencional (contínuo): Freqüência alta – acima de 100hz normalmente. Largura de pulso baixa (inferior a 60µs), intensidade baixa (formigamento). Esta aplicação é indicada principalmente para analgesia em processos dolorosos agudos.
TEORIA DOS OPIÓIDES- As dores crônicas comumente são acompanhadas de hipoatividade do sistema de endorfinas do indivíduo, ou elevação do consumo das endorfinas produzidas. O TENS é capaz de levar estímulos ao sistema nervoso central para que o mesmo libere substâncias endógenas que atuam promovendo a analgesia. Para isso, de acordo Sjoulund e Eriksson, utiliza-se o modo BURST com uma freqüência de 100hz modulada a 2-5hz. Algumas literaturas referem 8hz como uma freqüência ideal para analgesia, neste caso com o TENS no modo convencional. A largura de pulso deve ser elevada, normalmente entre 200-350µs. A intensidade dever ser elevada proporcionalmente a largura de pulso, também permanecendo alta, podendo causar um ligeiro desconforto no paciente. OBS: Para evitar a acomodação sensitiva recomenda-se elevar a intensidade periodicamente ou utilizar o modo de variação de intensidade e freqüência (VIF) ativado.
O posicionamento dos eletrodos depende do tipo da lesão, sendo que a região dolorosa normalmente deve se encontrar entre os eletrodos. O tempo de aplicação também é variável, não devendo ser inferior a 20 minutos.
Bom pessoal, o básico é isso ai, é claro que para um uso efetivo deste aparelho requere-se muito estudo e prática, mas espero ter ajudado com as informações aqui postadas. Qualquer dúvida, sugestão, colocação ou crítica fiquem a vontade para comentar. Até mais... By: Rafael Rossi



2 comentários:

  1. Queria ter um TENS aqui em casa. =p
    Minha costa necessita muito dele ultimamente.
    Mandou bem MV.

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  2. GC!!! hehe olha eu acho q uas costas eh um problema de junta ou pvc...heh valeuu

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